O que você não sabe sobre a Vitamina D e seus superpoderes!


Quase uma desconhecida de pacientes e médicos, ela vem salvando vidas na última década.

Quem leu minha coluna de apresentação sabe que a médica que vos escreve é também paciente, portadora de uma doença crônica — a aracnoidite. Uma outra característica dela, além de ser uma doença crônica, é a autoimunidade. Mas o que é uma doença autoimune? Simplificando, é uma doença em que células responsáveis pela defesa do nosso corpo contra agentes nocivos atacam células saudáveis do próprio corpo. É como se fosse uma guerra civil sem motivo. Uma disfunção. Exemplos de doenças autoimunes são: diabetes do tipo 1, artrite reumatóide, esclerodermia, lúpus eritematoso sistêmico, psoríase, esclerose múltipla, asma, entre outras.

Na grande maioria dos casos, as pessoas já nascem com elas. No meu, foi adquirida — um corpo estranho injetado na minha coluna fez com que células de defesa começassem a alvejar não somente as partículas desta substância, mas também áreas saudáveis do meu corpo. Os mecanismos e padrões pelos quais isso acontece ainda estão longe de serem completamente elucidados pela ciência. No meu caso, a hipótese mais aceita é a de que eu já possuía algum grau de predisposição genética para o desenvolvimento desse tipo de reação.


Vamos falar de cura

Mas o foco desse texto não será minha doença — e sim uma das frentes de seu tratamento. Embora a aracnoidite tenha muitos elementos que não possuem relação com a autoimunidade, grande parte da apresentação de seus sintomas se dá graças a ela.  Então nada mais natural que eu procurasse um tratamento que visasse controlar meus sintomas autoimunes.

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Em uma das minhas pesquisas no Google a respeito da aracnoidite adesiva — exercício que infelizmente se tornou hábito graças à falta de médicos que saibam manejá-la —, comecei a leitura de um artigo sobre esclerose múltipla. Trata-se uma doença com características muito semelhantes à minha, principalmente a autoimunidade, mas é mais conhecida e por isso já foi muito mais estudada. Ela também degenera o sistema nervoso central e leva gradativamente à paralisia do corpo. Indo um pouco mais a fundo, encontrei uma reportagem a respeito de um tratamento alternativo, feito apenas com vitamina D, que aparentava estar dando muito certo para algumas pessoas. O termômetro para que eu concluísse isso apareceu nos comentários da tal reportagem: não dezenas, mas centenas de doentes escreviam sobre como foram salvos pela vitamina em face de um  diagnóstico tão cruel quanto “esclerose múltipla”. Foi o suficiente para despertar minha curiosidade, já que minha doença, quem sabe, também poderia se beneficiar do tal tratamento.


Vitamina ou hormônio?

A vitamina D é assim chamada de forma errônea, pois sua constituição não é a de uma vitamina, e sim a de um hormônio. O que conhecemos por vitamina D, na verdade, é um hormônio chamado colecalciferol. Ele é sintetizado no nosso próprio corpo através da exposição aos raios solares. Sua principal função é a regulação do metabolismo do cálcio, mineral fundamental na nossa constituição. Mas cientistas, durante a última década, têm aderido cada vez mais à teoria de que sua gama de funções é muito mais abrangente do que se imaginava, e sua deficiência está profundamente ligada ao aparecimento das doenças autoimunes.

Um dos pioneiros nessa pesquisa — e maior expositor mundial do tema — é brasileiro. Seu nome é Cícero Galli Coimbra e ele é médico neurologista. “O conhecimento científico atual revela que a deficiência de vitamina D, que afeta cerca de 77% dos moradores da cidade de São Paulo durante o inverno (segundo pesquisas publicadas pela USP e UNIFESP em 2010) está associada à ocorrência e sustentação de quase todas as doenças ou manifestações autoimunitárias, incluindo-se a esclerose múltipla, a neurite óptica, a doença de Devic, a doença de Guillain-Barré, entre outras” escreve ele em seu site http://www.institutodeautoimunidade.org.br.

Segundo Cícero, o tratamento tem seus primeiros efeitos após dois meses de uso e atinge seu pico após seis. Sem demora, fiz uma consulta, realizei exames e iniciei o uso do colecalciferol. Em menos de dois meses já notei melhora: não tinha mais minha febre diária, deixei de apresentar eritema malar (um sinal em que a região maxilar fica avermelhada e quente), minha fraqueza muscular diminuiu e a dor também, consideravelmente. Para mim não restaram dúvidas: a vitamina funcionou. Não há efeitos colaterais — embora eu precise controlar o cálcio na minha dieta, já que, como o tratamento é feito com doses muito maiores do que estamos acostumados a consumir, a absorção de cálcio no organismo se eleva muito, podendo causar danos renais (e em outros lugares).

É importante ressaltar que a vitamina não me curou, mas alivia meus sintomas o suficiente para que eu jamais considere ficar sem ela.


Falta divulgação. Por quê?

Mas por que essa informação é tão pouco divulgada no meio médico? Por que os benefícios do colecalciferol como tratamento para doenças autoimunitárias são tão pouco conhecidos? Aí entram alguns fatores. Em primeiro lugar: por ser uma substância encontrada na natureza, a vitamina D não pode ser patenteada. Daí a falta de interesse dos laboratórios em financiar pesquisas a seu respeito. Em segundo: ela é extremamente barata. Enquanto o intérferon, medicamento padrão no tratamento da  esclerose múltipla, pode custar centenas de milhares de reais, a minha dose mensal de vitamina custa vinte e cinco. Sim, vinte e cinco reais.

Por fim, muitos médicos ainda apresentam resistência ao que é novo e/ou pouco estudado. É claro, é sempre bom ir com cautela quando um novo tratamento é anunciado e muito saudável desconfiar de curas milagrosas. Por tratar-se de um estudo em andamento, ainda não se sabe muito bem a respeito de seus efeitos em longo prazo. Tudo sugere, porém, que é apenas uma questão de tempo até que a vitamina D seja considerada frente indispensável no manejo de doenças autoimunes — e, ao que diversas pesquisas indicam, doenças neurológicas, psiquiátricas e endócrinas de várias etiologias.

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