Por que devo aceitar mas não me conformar com a doença?


Você já parou para pensar no peso que produzimos em nossa mente ao relutarmos em aceitar um processo de doença (qualquer que seja ela) que porventura possamos estar vivenciando?

Não faz muito tempo fui entrevistado por uma jornalista do Jornal Atividade. Ela queria saber informações sobre um método de trabalho corporal chamado Self-Healing, que venho utilizando há mais de vinte anos com sucesso na recuperação de movimentos, no alívio das dores crônicas e também no equilíbrio das emoções e dos pensamentos. Tudo por meio de intervenções naturais com o trabalho corporal consciente. Na ocasião aproveitei a oportunidade para falar de algo que estava me instigando e que compartilho com os meus leitores. Enfatizei na entrevista sobre o aspecto “aceitar mas não se conformar com qualquer doença”.

Levando-se em consideração que o processo de autocura (como utilizado no método Self-Healing) já é por si um convite para manter-se numa postura mais de agente ativo do seu próprio processo de cura, os terapeutas que aplicam esse método têm por finalidade auxiliar seus clientes no que diz respeito ao ganho de lucidez e conhecimento sobre sua condição de saúde por meio das vivências e práticas corporais, como as massagens e os movimentos com o corpo. Assim, neste contexto, a ideia de que o indivíduo é um “paciente” perde força, pois a bola da vez é ele próprio como alguém que está “lutando” e buscando em si mesmo os melhores caminhos para sua cura ou melhoria de sua qualidade de vida. Ou seja a pessoa é agente de seu processo de cura por duas condições básicas:

1 – Pelas condições regenerativas e de fortalecimento que seus tecidos têm, quando lhe são dadas as facilidades para isto (e aqui entra a ajuda do profissional técnico que orienta e inspira seus clientes com movimentos, mudança de estilo de vida, entre outras);

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2 – Pela necessidade de ser proativo. Sendo proativo com o próprio corpo, a pessoa aprende a escutá-lo, passando a praticar com mais empenho os exercícios (os ensinados por seu terapeuta e aqueles aprendidos por si próprio, a partir de sua autodescoberta, e de acordo com as demandas do seu próprio corpo).

Em qualquer uma dessas duas condições deve-se estar atento para perceber (ou compreender) a ajuda que recebeu de fora e também deve estar atento para compreender a ajuda oriunda de sua própria prática para, enfim, provocar nele mesmo as mudanças que seu corpo necessita.

Para citar como exemplo, sabemos que os desafios de todas as pessoas que se encontram em estado de doença crônica (aquelas que perduram por meses ou anos) não são nada pequenos. Pois o processo de cura não é sempre ascendente e constante para todos, e em todos os momentos. Este se dá com ganhos, algumas vezes mais rápidos, outras nem tanto, e há mesmo ocasiões até de perdas…

Ao “escutar” e perceber os obstáculos durante esta caminhada, qual deveria ser a postura desse cliente proativo com o seu próprio corpo? No meu entender este deve ser encorajado por seu terapeuta na ACEITAÇÃO de todo e qualquer processo doloroso que possa estar acompanhando o seu corpo, que grita por ajuda e reparação.

Aceitação é uma postura, não é apenas um estado mental. Com ela é possível desenvolver a autorresponsabilidade e atitudes de enfrentamento dos problemas. E jamais poderá ser entendida como conformismo, pois como o próprio nome diz esta segunda opção já é um sinal de derrota e enfraquecimento.

Assim, creio que todo e qualquer terapeuta que tenha desenvolvido um mínimo de sensibilidade deve estar atento a este aspecto e colocar-se numa postura de escuta, sempre. Sua atitude deve ser a de facilitar novas e maravilhosas sensações ao corpo do seu cliente, de forma que ele possa ampliar suas referências e sensações corpóreas. E com isso encontrar (e não apenas acreditar em) uma nova maneira de enfrentar seus desafios.

Desafios esses que também devem ser encarados com discernimento e responsabilidade. Não devemos alimentar falsas esperanças. Mas a esperança deve estar firmemente presente nos olhos, nas mãos e na vontade de quem cuida (e de quem se autocuida)!

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